Buscar

A qualidade ganhou da quantidade na VORC Cup Series.


Eduardo Sá #42 | Drone e-Racing | Ninguém segura o favorito ao título


Utilizando um traçado diferente do atualmente utilizado pela Fórmula 1 sem a “desgramada” chicane, segundo o excelente comentário de Emerson Czerkawski, e um traçado menos travado ao final da reta oposta, as corridas desta etapa foram divertidas como todas na categoria do “mazdinha”, como é carinhosamente chamada pelos pilotos. Quem parece não cansar de vencer é Eduardo Sá (Drone e-Racing), que conseguiu novamente mais duas vitórias com direito a um Grand Chelem na 1ª bateria. O número de muitas baixas não tirou o brilho do grid da VORC Cup Series que se mostrou altamente qualificado no quesito disputas e que sempre reserva grandes emoções como a que proporcionou esta terceira etapa no virtual de Barcelona. Novamente sem surpresas na classificação, não houve outros pilotos fora da Galera do AC no pódio temporário. Eduardo trucidou o tempo de Pablo Pohlmann, chegando próximo ao até então recorde mundial do Assetto Corsa, cravando 2.01.656, a 0.6s do melhor tento no RSR Live Timing mesmo com setup fixo, e 0,6s de Pohlmann. Crulas Gomes, que tinha a terceira posição temporária cravando 2.02.674, surpreendeu-se com a volta de Luis Henrique Caetano, que conseguiu uma volta 0.1s mais rápida no seu último tento, formando a trinca da Galera do AC.



Logo na largada, um grande susto para o grid. Pablo Pohlmann, com problemas de internet, ficou parado na bandeira verde e, quase como um milagre, todos os pilotos subsequentes passaram por ele sem danos e provando que todos estavam com os seus reflexos em dia. Pablo felizmente conseguiu voltar à pista, assim como Felipe Granado (HVM Racing Team) que perdeu a sessão de classificação, porém trouxe uma grande perda para o show da noite. Com isso lá na frente, Sá pôde distanciar-se do pelotão sem nenhuma preocupação. Nahar Soubhia (iriRacing) conseguiu uma excelente largada, pulando para a terceira colocação. O mesmo não aconteceu com Thiago Pontes (Kings Of Asphault), que ao tentar se defender da investida de Gomes procurando pelos últimos centímetros da P5, acabou sendo deveras agressivo na zebra da curva 3 e rodando. Pontes ainda conseguiu se recuperar voltando atrás do pack formado entre os P4 e P8, que deixou a primeira bateria bastante interessante.

Se redimindo da manobra infeliz, Pontes voltou “virado no jiraia”. Na metade da corrida, numa belíssima manobra, conseguiu ultrapassar Nélio Mário (West Racing) por fora tendo uma rápida retomada na manhosa curva Seat. Pablo Bauer, que via esta disputa adiante, achou bonita a manobra e tentou fazer o mesmo poucas voltas desta vez sobre a Tornado de Ricardo Dias, sem sucesso. Perdendo velocidade na parte ascendente do traçado, Bauer foi surpreendido por Dias ao final da reta oposta. Com dois loucos babando no seu cangote, Nélio tentou frear muito em cima, acabou errando e perdendo mais duas posições com Dias fazendo uma belíssima ultrapassagem sobre os dois. Uma disputa plástica, com pilotos andando de lado que você pôde acompanhar na telinha da XtremeTV.

Na penúltima volta da primeira bateria, Eduardo Sá rodou na curva zero depois de pisar a pontinha do pneu dianteiro na zebra interna, acabou parando na brita e voltando atravessado na pista pouco tempo antes de Felipe Granado descontar a sua volta. Para a alegria de Luís Henrique Caetano (Galera do AC), Sá não conseguiu ter velocidade suficiente para disputar com o “galeroso” e, ainda antes do final da reta, conseguiu fazer a ultrapassagem. Como se fosse alegria de pobre, Luís espalhou demais na segunda perna do “S” e Sá não perdoou fazendo sua alegria durar pouco. O final da prova ainda causou outra surpresa: com os abandonos de Hélio Vamberto (Piratas) e Ricardo Dias. Pablo Pohlmann que viveu seu inferno momentâneo na largada, conseguiu terminar em nono e largar na primeira fila atrás de Felipe Granado, premiando a persistência e paciência dos nobres pilotos. Quem não se preocupou nada foi o cara a ser batido no campeonato, Eduardo Sá, que fez mais um Grand Chelem e sua quarta vitória no campeonato em cinco tentos, acompanhado no pódio por L.H. Caetano e Nahar Soubhia.


- Confira o resultado final da 1ª bateria:


- 2ª corrida da noite

Pilotos da categoria na largada da 2ª bateria em Barcelona



Com uma primeira bateria já movimentada, nada menos poderia se esperar da “bateria da loucura”. Novamente na segunda largada a zica não deixou Pablo Pohlmann que esperava uma vitória. O piloto que já vinha tendo problemas para acessar o servidor desde as primeiras sessões, novamente ficou parado na largada sem causar incidentes, mas infelizmente acabou abandonando a prova. Com Felipe Granado passando a primeira curva na ponta, Pablo Bauer o seguia endiabrado. Na mesma sequência onde houvera passado o Nélio Mário na primeira bateria, Bauer conseguiu uma outra excelente manobra por fora sobre o “Zanardinho do AV” que não deixou barato. Granado conseguiu tracionar bem e subiu por dentro mantendo a posição. Bauer desta vez não esperava por mais uma no dia infeliz de Nélio Mário, que calculou errado a freada da Wurth com Bauer tirando um pouco mais o pé para Felipe Granado e causando um big one no pior lugar no grid.


Quem se deu bem na "muvuca" foi ele: Eduardo Sá conseguiu contornar cortando a subida e partiu para o ataque dos três primeiros, Granado, Pontes e Caetano. Continuando a loucura, Felipe Granado errou sozinho na curva Repsol perdendo todas as posições. Luís Caetano achou bonito e também errou sozinho na subida da Wurth perdendo as duas posições para Pontes e Sá, começando aí uma briga dos cachorros grandes do campeonato. Luís ainda conseguiu ficar colado em Eduardo no início da reta e tentar uma manobra na primeira curva sem sucesso, deixando seu adversário livre para perseguir Thiago Pontes. Ainda demorando mais duas voltas e ainda antes da metade da prova, o "Xicão da Drone" conseguiu pegar o vácuo de Pontes que escolheu seguir o traçado deixando Sá por dentro. A estratégia de Pontes parecia interessante no momento em que ficou na parte mais emborrachada da pista e, ao final da reta, conseguir frear pra lá do deus-me-livre para manter a posição. Eduardo Sá mantendo novamente a mesma estratégia que conseguiu se safar da manobra de Caetano voltas atrás, deixou Pontes numa tangência pior que o fez lutar para segurar o carro na segunda perna. O carro 42 da Drone fez o "xis" completando a longa manobra de ultrapassagem e assumiu a ponta para não mais largar.


A briga dos dois ponteiros acabou fazendo com que L.H.Caetano conseguisse se aproximar perigosamente de Thiago Pontes, formando mais uma disputa ainda mais dura e eletrizante. Caetano conseguiu ultrapassar na reta fechando na entrada da curva dando um grande susto que Pontes não deixaria de graça na seguinte e última volta: ao final da reta, Pontes emparelhou por fora encaixotando Caetano na segunda linha de dentro numa manobra ousadíssima. A situação deixou o defensor num ponto muito menos emborrachado da pista e com menos capacidade de frenagem. Caetano deu um “chaninho” ou “totó reverso” em Pontes, ou seja, mesmo atingindo o seu adversário acabou ele rodando na entrada da curva 1. Com isso Pontes assumiu a segunda colocação fechando a disputa pelo pódio que protagonizou toda a segunda bateria, pois Eduardo Sá cruzou ao final da volta pela quarta vez seguida no campeonato no seu posto mais alto.


- Confira o resultado final da 2ª bateria:


Com todos os reveses dos adversários e sua sequência sensacional, Sá se isola na liderança com uma corrida de vantagem, com Luiz Henrique Caetano passando Pablo Pohlmann pela segunda colocação. A próxima etapa acontece no dia 30 de outubro no virtual de Zandvoort, com outra grande promessa de uma grande corrida e novas caras no grid. Participem e fiquem ligados.


- VT da Etapa:


94db9c3c1eba8a38a1fcf4f223294185.png
RC.png

RACERCLUBE @ 2020